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    10 days ago

    Ideal mesmo acho que seria os pais acompanharem o que as crianças fazem. Estado não deveria se meter na família, exceto em exceções (soa como redundância mas enfim). Avançarem de forma tão proativa é quase como se dissessem, “não precisam cuidar de seus filhos que nós o Estado faremos”.

    Se os pais inclusive detiverem o controle da conta, podem inclusive dependendo da rede requisitar o histórico de interações apagadas, caso necessitem ser mais firmes com os filhos.

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      10 days ago

      “não precisam cuidar de seus filhos que nós o Estado faremos”

      Mas se formos tratar os lugares virtuais como tratamos os lugares concretos, não seria estranho permitir que menores de idade frequentem espaços em que haja interações restritamente adultos, como em bares e boates? Falta alguma regularização que dê às plataformas sociais a fé pública de que certas informações sensíveis não circulam entre certos usuários.

      Regularizar plataformas não seria terceirizar a responsabilidade dos pais para esses espaços, mas sim dar mais uma ferramenta de cobrança por essa fé pública, não? Usando o cigarro de exemplo, mesmo que seu uso por menores de idade fosse incorreto, se não tivesse regulação de vendas, nenhum bar poderia ser cobrado por vender unidades para menores de idade.

      Em um mundo ideal, sim, cada família teria a agência do que cada membro pelo qual são responsáveis tem acesso. Porém, os adultos mesmo mal têm condições de fazer a agência de seus próprios perfis, seja por falta de tempo, seja por falta de letramento digital ― quem dirá a dos de seus filhos… Aí é que entra a importância de se regularizar os espaços digitais.

      Se os pais inclusive detiverem o controle da conta, podem inclusive dependendo da rede requisitar o histórico de interações apagadas

      Seria uma ótima forma de ter um controle de circulação de menores se, para permitir a entrada deles, fosse necessário a permissão de um outro usuário veterano maior de idade.

      Ouvi uma solução muito boa de se desenhar sistemas operacionais nas quais a instalação de redes com conteúdo adulto não fosse permitida. Talvez um smartphone com sistemas à la dumbphone, talvez…/

      Só divagando aqui…

      • Auster@thebrainbin.org
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        10 days ago

        não seria estranho permitir que menores de idade frequentem espaços em que haja interações restritamente adultos, como em bares e boates?

        Na minha região pelo menos, raramente vejo menores de idade acompanhando seus pais em tais lugares. E caso os pais levem o filho menor de idade nesses lugares, imaginaria eu, sendo eu curioso por leis, que eles poderiam ser processados por corrupção de menores. E no âmbito virtual, se deixam a criança participar, imagino que aplicaria-se também. E se os pais nem sabem, e chegando ao ponto de processo judicial, também imaginaria que caberia negligência alegação de negligência.

        Inclusive, não consigo pensar em nenhum caso online que as leis já existentes não abrangeriam. Criar mais leis parece um Cavalo de Troia - é dado como se fosse algo bom, quem recebe não precisa mas aceita de boa fé, e o presente carrega surpresinhas desagradáveis.

        E além da questão das leis existentes já abrangerem tudo, faltando apenas serem aplicadas, que observo, poucas são essas leis para “ajudar” que são revogadas, e também não costumo ver elas sendo monitoradas para saber se estão tendo a função proposta.

        Talvez um smartphone com sistemas à la dumbphone, talvez…/

        Só divagando aqui…

        Essa é uma proposta que me soa interessante.

        E caso a criança precise de acesso a sistemas mais habituais, hoje em dia existe o conceito de sistemas imutáveis. Daí só entochar de filtros de rede a nível de computador, ou mesmo ter whitelist para ser mais fácil, alguma forma de bloquear VPN/proxies, e gg.

        E me falta experiência no Windows e Android para isso, mas capaz de dar para fazer deles imutáveis também.

        • zenpunk@lemmy.eco.br
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          8 days ago

          Na minha região pelo menos, raramente vejo menores de idade acompanhando seus pais em tais lugares

          Nesse caso, somente fiz uma ilustração. Seria de fato muuuito estranho haver crianças nesses espaços.

          E caso a criança precise de acesso a sistemas mais habituais, hoje em dia existe o conceito de sistemas imutáveis.

          Não tinha ouvido falar ainda desse conceito. Vou pesquisar aqui. Mas em geral, defendo que para crianças e pré-adolescentes o melhor meio de comunicação é o “telefone burro”. Já ouvi falar até mesmo de pais que adquiriram um telefone fixo particular para os filhos pequenos. Isso faz com que a comunicação entre seus pares não seja intermediada por plataformas que podem sucumbi-las ao vício, sugando seus dados desde a tenra idade.